« Eu ia para o meu quarto e depositava o saque no tapete. Era cada vez mais difícil encontrar espaços livres para guardar as lembranças que me trazias […]. Havia-as de todos os países, de todos os cantos do planeta, no meu quarto, que, viagem após viagem, se tornava o mapa-múndi da tua ausência diária.» Em Bucareste, um filho e uma mãe há muito distantes reencontram-se. Um reencontro que não chega a sê-lo, porque a mãe acaba de morrer. De Itália até à Roménia, Lorenzo refaz o caminho que levou Lula para longe. Observando as mesmas paisagens e ocupando os lugares onde ela viveu durante os longos anos em que estiveram separados, Lorenzo leva a cabo o seu solitário trabalho de memória: tenta reconstituir o rosto de uma mulher cujo retrato se foi tornando cada vez mais fugidio, e analisa impiedosamente as fundas cicatrizes do seu próprio abandono. Se guardasses os nossos pecados é uma comovente carta da mais longa despedida. Mestre de uma escrita hipnótica, Andrea Bajani constrói uma narrativa tensa e sublime, situada na intersecção de ilusões desfeitas, possibilidades de recomeço e um amor incondicional. Uma elegia, um réquiem, um acerto de contas — um romance precioso. Os elogios da crítica: « Bajani é um mestre da contenção emocional e da economia estilística. […] Um romance de beleza assombrosa e inquietante.» Times Literary Supplement « Um romance breve e surpreendente. Bajani traça um retrato impressionista de um rapaz preso num território de sombras entre o passado e o presente.» The New York Times « Intensidade e pureza lírica.» Corriere della Sera « Um romance estoico, de um realismo que se aproxima da alucinação e de uma sordidez que conduz ao desespero […] Inesquecível. Juntamente com o autor, aguardamos pelo romper da aurora, quando todas as luzes se apagarão.» Mircea Cartarescu « Andrea Bajani explora como ninguém os lugares onde nos descobrimos, onde amamos, onde sofremos e onde, por fim, nos tornamos quem somos.» Sandro Veronesi « Simultaneamente virtuoso e muito comovente.» Emmanuel Carrère « Um romance verdadeiramente excecional – excêntrico e apaixonado, mas também oblíquo, surpreendente e provocador.» Richard Ford « O retrato comovente que Andrea Bajani traça da relação entre mãe e filho intensifica-se como a silenciosa urgência de uma tempestade. O impacto é devastador.» Jhumpa Lahiri « Brevidade borgesiana, uma lição de intensidade num livro de rara beleza.» Enrique Vila-Matas « A busca pela mãe desaparecida revela […] um retrato mordaz da cultura ocidental, com a sua ganância e sede egoísta de poder. Bajani escreveu um romance sábio, lírico e belissimamente estilizado, que permanece na memória do leitor.» Alberto Manguel « Escrever assim é, em si, uma forma de resistência.» Antonio Tabucchi « Escrito com graciosidade e serena contenção. Lida com a perda […], e cada imagem e cada momento são captados com requintada precisão emocional.» Colm Tóibín Ler mais Ler menos