Johan Moritz Rugendas foi, porventura, o mais notável de entre os poucos pintores viajantes europeus da primeira metade do século XIX. Das suas viagens às Américas resultaram centenas de pinturas a óleo, aguarelas e desenhos, nas quais procurou captar a « fisionomia da Natureza». Mas um sonho secreto perseguia Rugendas: a Argentina. Só aí, considerava ele, na imensidão vazia das pampas, poderia encontrar a verdadeira inspiração para elevar a sua arte e apreender a totalidade do mundo através dos seus quadros. Acompanhado pelo seu amigo, o medíocre pintor alemão Robert Krause, Rugendas está em vias de concretizar esse sonho, quando um fulminante e monstruoso episódio transforma para sempre o seu corpo, a sua arte e a sua vida. Nesta breve « antibiografia» e alegre jogo literário entre História e ficção, César Aira , um dos nomes mais marcantes e prolíferos da literatura contemporânea, convida o leitor a descobrir os mistérios e caprichos da Natureza e do Velho Mundo, numa meditação poética e filosófica sobre os limites da experiência humana e o acto criador. Os elogios da crítica: « Um romance estranho e cativante. César Aira inscreve-se na tradição de Borges e W. G. Sebald, os grandes modernistas tardios para quem a ficção era um teatro de ideias.» Los Angeles Times « Quando se começa a ler Aira, já não se quer parar.» Roberto Bolaño « Julgo que César Aira será o primeiro Prémio Nobel de Literatura da Argentina.» Carlos Fuentes Ler mais Ler menos