Plano Nacional de Leitura Literatura – Maiores de 18 anos 1981, Glasgow. A outrora próspera cidade mineira sufoca sob o jugo férreo das políticas de Margaret Thatcher, lançando milhares de famílias para a miséria. A epidemia do álcool e das drogas aproveita para capturar os mais vulneráveis. Agnes Bain esperava mais da vida. Sonha com uma casa só sua e folheia catálogos de compras a crédito, na vã tentativa de alegrar a existência precária a que fica condenada quando o marido, um taxista mulherengo, a abandona, sem emprego e com três filhos. Com cabelos negros sedosos e ondulados, maquilhagem esmerada e dentes falsos perfeitos, parece a Elizabeth Taylor de Glasgow, mas, por baixo da aparência orgulhosa, as malhas do vício enredam Agnes, que mês após mês gasta o abono de família em latas de cerveja e maços de tabaco. Os filhos fazem o melhor que podem para cuidar de si e da mãe, mas, um a um, vêem-se obrigados a abandonar a casa materna, para tentar pelo menos salvar-se. Fica Shuggie, o mais novo, que adora a mãe e não perde a esperança de a salvar. Mas, aos oito anos, o rapaz tem a sua própria luta pessoal para travar: delicado, sensível, comporta-se como um príncipe e destoa da dureza da escola e das ruas devassadas pela pobreza. Anseia apenas ser normal e encaixar, mas é o último a perceber que carrega um segredo e nunca poderá ser igual aos outros. Com ecos de autores como Frank McCourt, D. H. Lawrence e James Joyce, Shuggie Bain é um magnífico romance de estreia de um autor que tem uma história importante para contar, inspirada na sua própria. Uma história dilacerante de dependência, carência e afecto, um retrato épico de uma cidade, um quadro íntimo de uma família destroçada e, sobretudo, uma extraordinária história de amor. Os elogios da crítica: « É um livro desafiante, íntimo, envolvente, corajoso. Acredito que todos os que o lerem nunca mais se sentirão da mesma forma.» Margaret Busby, presidente do Júri do Booker Prize « Deixa-nos destroçados e a pensar: a vida pode ser curta, mas demora uma eternidade.» Leah Hager Cohen, The New York Times « Um romance de estreia que é uma obra-prima.» Bethanne Patrick, The Washington Post « Um romance que disseca o coração humano… com cenas realistas de amor, perda, sobrevivência e tristeza.» Scott Simon, NPR « Douglas Stuart escreveu um primeiro romance de uma beleza rara e duradoura.» Alex Preston, The Guardian « Shuggie Bain é um romance que quer chegar ao coração e consegue. Uma excelente estreia.» John Self, The Times « O talento de Stuart é tal, que a sua história – dolorosa, por vezes lancinante – consegue, muitas vezes, ser bela.» Barbara Lane, San Francisco Chronicle « A qualidade evocativa do livro nasce da capacidade do autor para criar um lugar, um tempo e a textura da emoção. Este é um livro duro, triste, mas brilhantemente escrito, que compensa o sofrimento que a sua leitura implica.» Katherine A. Powers, Newsday « Um clássico instantâneo. Faz pensar em D. H. Lawrence, James Joyce… Um feito literário.» Washington Independent Review of Books « A verdade emocional contida neste livro vai partir-lhe o coração. Nunca esquecerá Shuggie Bain . Cena após cena, este livro é uma obra-prima.» Kirkus Review Ler mais Ler menos