No fim da Quaresma de 775, um ano depois de o exército franco ter atravessado os Alpes, cercado Ticinum (Pavia) e ocupado o reino longobardo, e de Carlos Magno ter recebido das próprias mãos do arcebispo de Mediolanum (Milão) a simbólica coroa de ferro e o título Gratia Dei Rex Francorum et Longobardum , abrindo-lhe as portas de Roma e do futuro império, cresce o descontentamento e nascem ideias de revolta em diversos ducados longobardos recém-subjugados. Contudo, no momento de passar aos actos, será somente Rodgaud, duque de Friuli, a agarrar em armas contra o imperador. A revolta será impiedosamente esmagada e o revoltoso duque e a sua família, alvo de castigo exemplar. Anos depois, será ainda a memória destes funestos acontecimentos e a sua duradoura influência no destino de cada um dos seus protagonistas a assombrar a crónica de Johannes Lupigis, secretário pessoal e biógrafo do imperador. Romance histórico brilhante, aclamado pela crítica como uma das criações mais bem conseguidas do Prémio Nobel Eyvind Johnson , cuja obra permanecia inédita no nosso país, O Tempo de Sua Graça decorre entre os séculos VII e IX, em pleno império carolíngio,um dos maiores que a Europa conheceu, e inspira-se em eventos reais e crónicas da Alta Idade Média para tecer um notável retrato de um dos períodos mais fascinantes da História da Europa. Os elogios da crítica: « Uma reflexão, em forma de romance histórico, acerca da violência dos vencedores sobre os vencidos, e os mecanismos de construção da memória colectiva.» José Riço Direitinho, Público [4 estrelas] Ler mais Ler menos