« Como é um espaço imenso de liberdade, onde podemos dizer tudo, onde podemos conviver com o mal, narrar o horror, libertarmo-nos das regras da moral e da etiqueta, a literatura é mais do que nunca necessária. Traz complexidade e ambiguidade a um mundo que as rejeita. A literatura pode auscultar, sem rodeios e sem concessões, o que as nossas sociedades produzem de mais feio, de mais perigoso e de mais infame. Exige tempo num mundo onde tudo é rápido, onde a imagem e a emoção levam a melhor sobre a análise. Mas, para desempenhar plenamente o seu papel, tem de estar à altura de si própria e destes ideais.» Assim acontece nos textos que compõem este livro, que vão desde contos ao estilo de Tchékov a defesas apaixonadas da leitura, passando por um iluminador diálogo sobre o universo narrativo da autora, que exibe aqui a sua afinadíssima lucidez e subtil acutilância. Publicado antes de Canção doce , romance que lhe valeria o Goncourt, e da trilogia O país dos outros , que a afirmou irrefutavelmente como um dos grandes nomes das Letras francesas, estes escritos descortinam a chama que impele a autora franco-marroquina a dedicar a vida à escrita e à defesa da literatura como arma capaz de derrubar os muros do preconceito, da intolerância e da violência. Os elogios da crítica: « A biografia de Leïla Slimani cruza-se com essa espécie de “lugar entre”. (…) [Os seus livros] revelam uma escritora que quer desafiar zonas de silêncio: o desejo feminino, a maternidade sombria, a violência invisível da domesticidade.» Isabel Lucas, Público « Uma virtuosa contadora de histórias. A condição social das mulheres, os abismos da alma humana, as fraquezas e as contradições da sociedade são os seus temas favoritos.» José Riço Direitinho, Público « Leïla Slimani é um dos novos portentos da literatura em todo o mundo […] uma das vozes mais fortes, sagazes, inteligentes, capazes e talentosas da literatura contemporânea.» Ana Bárbara Pedrosa, Observador « Slimani é excelente a identificar a verdade oculta dos sentimentos e os múltiplos compromissos a que uma cultura repressiva obriga as pessoas, em particular as mulheres.» Luís M. Faria, Expresso « Slimani escreve estudos de personagem avassaladoramente inquietantes.» The New York Times Book Review « Leïla Slimani é uma observadora astuta das relações de poder domésticas.» The Boston Globe « Uma escritora intrépida que afasta a cortina para desvendar o que secretamente instiga e aterroriza as mulheres.» Evening Standard « A autora escreve com um distanciamento e uma honestidade emocional de grande coragem.» Vogue « Slimani é o arquétipo da escritora francesa contemporânea: talentosa, vanguardista e politicamente comprometida.» Vanity Fair Ler mais Ler menos