<b>Prêmio Dom Dinis da Fundação da Casa Mateus<br>Prêmio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa<br>Prêmio Máxima de Literatura<br>Prêmio de Ficção do P. E. N. Clube<br>Prêmio Jean Monet de Literatura Europeia (Escritor Europeu do Ano)</b><br><br>O cenário deste romance extraordinário é uma antiga fazenda em Portugal – uma casa 'suficientemente distante do Atlântico para não se ouvir a rebentação durante a tempestade, mas não tão longe que o salitre da poeira das ondas não lhe atingisse a fachada'.<br><br>Com a maior parte dos membros de sua família tendo deixado as dificuldades dessa paisagem em busca de trabalho em lugares distantes, uma jovem luta para reconstruir seu passado a partir das muitas e diferentes histórias que lhe são contadas.<br><br>Marcada pela ausência do pai, que partiu quando ela ainda era criança, ela mergulha em uma jornada de resgate da memória e dos laços familiares, guiada por lembranças nebulosas, silêncios e saudade. Os únicos sinais deixados por ele chegam em forma de cartas enviadas dos lugares mais distantes do mundo – sempre acompanhadas por desenhos minuciosos de aves exóticas: o cuco da Índia, o íbis de Moçambique, o ganso da Terra Nova, o beija-flor das Índias Ocidentais.<br><br>Lindamente escrito e imaginado, este romance evoca a atmosfera de uma comunidade rural em um mundo em transformação e explora temas atemporais como família, independência e a experiência muitas vezes dolorosa da emigração.<br><br>__________________________________<br><br>'<b><i>Diante da manta do soldado</i></b> reúne o melhor da escrita de Lídia Jorge, aliás quase o melhor da cultura portuguesa, sempre determinada a preservar o passado, talvez nostalgicamente, mas também a conquistar o futuro [...] A prosa lírica de Lídia Jorge, simultaneamente suave e brutal, aqui atinge uma beleza invulgar. Este é certamente um dos melhores romances portugueses contemporâneos.'<br><b><i>El país</i></b>